Resenha do filme “300”
Resenha do filme
“300”
Xerxes, poderoso
imperador persa, reúne segundo algumas fontes, 2 milhões de persas para
conquistar toda a Europa e varrer da face da Terra a cultura grega. Então ele,
Xerxes, fica sabendo que naquela época a Grécia era o único adversário que
poderia ameaçar as campanhas de Xerxes. Então, ele vai guiando seus exércitos
em direção a Grécia. Os gregos antigos foram conhecidos na antiguidade por
estarem em constante guerra civil, mas quando surgia uma ameaça estrangeira,
eles paravam de guerrear entre si, e si uniam para defender a Grécia da ameaça
estrangeira. Então, os espartanos são pegos de surpresa. A cidade de Esparta
formou o mais qualificado exército da antiguidade. Alexandre O Grande quando
conquistou a Grécia não ousou tocar em Esparta. E a cidade de Esparta foi à
única na Grécia que entendeu os propósitos romanos e se colocou a serviço de
Roma, sem para isso precisar Roma ter que lutar contra os espartanos. Aliais,
os romanos tinham uma cultura guerreira semelhante ao dos espartanos, acho que
foi por isso que os espartanos se identificaram com os romanos.
Mas voltando...
Para dar tempo dos mensageiros avisarem a toda a Grécia sobre a invasão persa,
300 espartanos, escolhidos a dedo, e liderados pelo seu rei Leônidas, vão as
Termópilas, ou traduzindo: Portões de Fogo, um acidente geográfico em que dava
para encurralar o exército persa por 3 dias e assim dando tempo para a Grécia
se organizar para a guerra. Para o exército persa continuar sua marcha, tinha
que passar pelas Termópilas. Tem um bom livro que fala sobre essa batalha dos
300, e se chama: “Portões de Fogo” (Gates of Fire), de Steven Pressfield. Desde
criança, o espartano se preparava para a guerra. Aos sete anos era entregue ao
Estado para ser educado, e depois, aos 12 anos, era solto na vida selvagem para
saber sobreviver. Era permitido roubar, mas se o jovem espartano fosse pego
roubando, receberia uma dura pena, por ter sido pego roubando, e não pelo roubo
Eles permitiam isso por que numa guerra os espartanos podiam ter a necessidade
de roubar do inimigo para se alimentar, por exemplo. E para roubar tinha que se
especializar desde pequeno, e assim, não ser pego pelo inimigo durante o roubo.
Aos 17 anos, esses jovens voltavam a civilização e passavam por um processo de
iniciação para serem considerados adultos. Eles seguiam uma lei dura, onde a
criança recém nascida era avaliada se tinha alguma deficiência física, se
tivesse, era morta, pois não servia para a guerra. O filme retrata essa cena no
início. Veja bem, na época deles, eles viviam rodeados por povos guerreiros, e
uma ameaça de invasão ou guerra era sempre iminente, então, para proteger seus
lares, suas vidas, sua liberdade, eles tinham que estarem prontos para a
guerra. Como diz uma frase romana: “Se você quer a paz, esteja preparado para a
guerra”. O inimigo vendo que ali, na Grécia, vivia um povo guerreiro, pensará
duas vezes antes de tentar saquear, roubar, e escravizar aquele povo.
O pelotão de elite
dos persas era chamado de “Imortais”, pois, quando um caía no campo de batalha,
surgiam dois no lugar do que caiu, e assim, eles fizeram fama na Antiguidade.
Na primeira batalha os espartanos derrotam facilmente os persas. Xerxes, vendo
que os espartanos não iriam ceder facilmente, manda logo seu pelotão de elite, os
imortais, que também são vencidos pelos espartanos. O filme mostra os soldados
que não eram espartanos, mas eram de regiões próximas na Grécia, se juntarem
aos 300 espartanos, e isso realmente aconteceu. Então Xerxes ver a moral do seu
exército abatido, pois os imortais perderam. Leônidas cumpre o prometido e
segura os persas por 3 dias; os 300 só perderam a batalha por que um morador da
região, um traidor, disse um caminho secreto, e os persas encurralaram os 300
espartanos. Um dos persas chega a dizer para um dos espartanos que as flechas
persas cobrem a luz do sol, e no filme aparece um soldado (sem ser o rei)
respondendo, mas na história foi Leônidas que respondeu e disse com um humor
muito sagaz: “Que bom, lutaremos na sombra”. Se você for à Grécia, aos Portões
de Fogo ou Termópilas, vai encontrar um busto de Leônidas com a seguinte frase:
“Que venham buscá-las”. Foram as palavras que Leônidas disse quando os persas
pediram suas armas.
Os persas derrotam
os 300, mas perdem a guerra. E os 300 espartanos entraram para a história, e a
mensagem final do filme é interessante: o rei pede para lembrarmo-nos deles, e
os 300 espartanos salvam a cultura ocidental de ser aniquilada pela ação
estrangeira persa. Lutem, caros leitores, lutem como os espartanos, por seu
ideal, e que seu ideal esteja de acordo com as leis divinas, com o bem, com a
bondade. Números não vencem guerras, o que vence é o amor a camisa. O auge da
filosofia guerreira espartana está ai, nos 300 espartanos nas Termópilas. Lutem
pela liberdade, como disse certa vez no século 19 um idealista brasileiro no
leito de morte: “Morre um liberal, mas não morre a liberdade!”. E como disse o
filósofo Voltaire: “Eu não posso concordar em nada do que você diz, mas eu
defenderei até as últimas consequências o seu direito de expressar-se, de
dizer.”
Autor: Victor da Silva Pinheiro
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